Não, não sabes, não sabes como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo. Eu sei o que tu vais dizer, como todos dizem “ Ah, existem milhões de pessoas interessantesno mundo”, mas não, foi tudo o que me disseram para não fazer, e não seguir que eu decidi. O que tiver mais coração eu sigo, certo? Até os ventos sabiam que faria o que dizia, e foi feito. Agora, parecem que sentem satisfação em olhar pra mim para dizer,esta aí, está feito, e eu disse!
A árvore vai ser cortada para a construção de um prédio de meia-tijela, os cds e cifras eu dei a vizinha, testemunha do quanto erramos,os teus cinzeiros não me pertencem mais,assim como meus livros não estão mais na tua estante... Nosso porta-retrato agora cede lugar para uma pilha de livros que ganhei no último feriado e ainda não os li,não por falta de vontade, mas por ter uma boa memória e assimilar cada história a nossa, e fazer de cada palavra, como se fossem suas pra mim. O sofá eu vendi sem olhar pra trás e lembrar do que ali sonhamos. Pra mim, coube tudo num "caminhão de mudanças",até a dor que não soubemos curar , mas que o dia vamos... E se pedir pra voltar, ah não volte não, porque não sabes, me partiste em mil pedaços e me deixaste sem chão.
Beatriz Marques
terça-feira, 8 de julho de 2008
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