Me chama, me chama, me chama... Repetia na rádio sem parar. Não escolhi a freqüência não, por um acaso, já estava nessa, eu não. Estava fora de órbita mesmo, sem freqüência alguma. Depois de tanto tempo, de tantos aforismos ilógicos e fundamentando uma tese bem complexa de vida ,eu parei. Quem diria que depois de tudo, eu conseguiria voltar a me sentir tão leve. Conseguir tirar aquele chumbo da minha mente e parecer o lírio do campo. Aquele que um dia você mesmo sugeriu. E não consigo esquecer, olhava-me de um jeito estranho, no meio da ladeira que era alinhada por azulejos em tons de azul, pegando-me pelo braço e sussurrando algo quase impossível de compreender, mas que foi impossível de esquecer... “Janis, querida Janis, és o lírio do campo, o mais belo deles, não se perca de mim, não voe longe, te quero aqui”. Sorri e era apenas sorrisos. Não via nenhuma semelhança à Janis como você jurava ver, mas achava bem interessante essas suas comparações metafóricas. Como essas palavras fizeram um efeito em mim. E agora, voltando da atmosfera,sem peso algum, elas ainda me fazem sentir leve, lírio leve. Por causa de você, menino.
( essa é mais do que especial. Merece um obrigada )
Beatriz Marques
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Por falar em felicidade
Eu não preciso de pessoas ao meu redor me pondo lá em cima para depois me derrubarem facilmente, não preciso de alguém me dizendo a cada 5 segundos que me ama e que não sabe viver sem minha existência, o que é até muito patético. O que nos deixa patéticos. Não preciso de nada tão vão assim, de criar expectativas e necessidades absurdas, de livros de auto-ajuda - ou pior, falsas palavras de bom caráter, sã consciência fabricada, personalidade falso moralista ou qualquer coisa que fuja do meu eu - romances explicitados que criam ilusões infinitamente dolorosas. Gosto da realidade, não de histórias fantasiadas com fins felizes. E não se espante, não tenho um coração de pedra, só não preciso de nada mais que me preencha, me complete. Minha felicidade já faz isso por si só
Beatriz Marques
Beatriz Marques
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
ínfimo
... e infimamente ínfimo, bem abaixo do seu cinismo, ainda ousas dizer que nada mudou. Desculpe, mas prefiro mastigar dia-a-dia minhas habituais e doces ilusões, à sua crua realidade engolida a seco.
Beatriz Marques;
Beatriz Marques;
terça-feira, 7 de outubro de 2008
vaga-lumes
Como eu tinha prometido fiquei te esperando até as 7, 7 e meia, e todos os minutos e segundos seguintes. As luzes dos faróis baixos passavam tão depressa que de repente depois de algum tempo pareciam só vaga-lumes que desapareciam na escuridão... Desapareciam. Nenhuma ligação me ousou oportunar, mas bem que eu precisava disso. Porque eu esperava algo, um milagre, uma coisa usual ou qualquer coisa assim. Eu estava sentindo, até a escuridão desaparecer, e como vinha a dizer... até você.
Beatriz Marques
Beatriz Marques
sábado, 4 de outubro de 2008
Caixinha de música
Vou comprar uma caixinha, daquelas de canção pra dormir com uma bailarina bem no meio, e ela vai nos ter dançando nossa música, como de costume, você por entre olhando e decifrando os gestos meus, e guardar como aquela pétala de flor amarela no livro que você me deu.
Beatriz Marques
Beatriz Marques
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