segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Lírio

Me chama, me chama, me chama... Repetia na rádio sem parar. Não escolhi a freqüência não, por um acaso, já estava nessa, eu não. Estava fora de órbita mesmo, sem freqüência alguma. Depois de tanto tempo, de tantos aforismos ilógicos e fundamentando uma tese bem complexa de vida ,eu parei. Quem diria que depois de tudo, eu conseguiria voltar a me sentir tão leve. Conseguir tirar aquele chumbo da minha mente e parecer o lírio do campo. Aquele que um dia você mesmo sugeriu. E não consigo esquecer, olhava-me de um jeito estranho, no meio da ladeira que era alinhada por azulejos em tons de azul, pegando-me pelo braço e sussurrando algo quase impossível de compreender, mas que foi impossível de esquecer... “Janis, querida Janis, és o lírio do campo, o mais belo deles, não se perca de mim, não voe longe, te quero aqui”. Sorri e era apenas sorrisos. Não via nenhuma semelhança à Janis como você jurava ver, mas achava bem interessante essas suas comparações metafóricas. Como essas palavras fizeram um efeito em mim. E agora, voltando da atmosfera,sem peso algum, elas ainda me fazem sentir leve, lírio leve. Por causa de você, menino.

( essa é mais do que especial. Merece um obrigada )

Beatriz Marques

Nenhum comentário: