É sempre assim...até um tanto difícil de entender. Seguir mesmos conceitos e idéias me enchem o saco, padrões me irritam. Me fazem imaginar uma fila indiana com ‘produtos’ em marcha. O quesito: ‘interessante’ em alguém deixa de ser um artifício a mais já que todos vem com o mesmo selo lacrado. Monotoníssimo, diria. Acontece que ver os defeitos d’outro primeiro é sempre mais fácil, mas que o mundo vem transbordando uma gentinha pseudo-intelectual, ah, isso vem sim. Vamos todos gostar de fotografia e comprar a câmera que mais bomba no momento? Vamos todos gostar de mallu Magalhães e de Chico burque? (pobre Chico, o que fez pra ser adorado por pessoas tão...’estranhas’ - usando de um eufemismo gritante). Vamos todos nos entupir de caio Fernando até as veias? - enquanto não entendem uma frase do lirismo de um gay aidético depressivo que escreve como ninguém. Vamos escutar aviões mais escondido... ‘não pega bem’, não é? Pronto. Isso já ta ridículo, e na hora de um basta! Pessoas cansativas fazer o que invejam em outros, o que elas não têm capacidade própria de pensar, achar, ou até simpatizar. Enfim, vou comprar uma câmera de plástico da Kodak, fazer minhas próprias músicas e cantarolá-las o dia inteiro – minha última experiência em relação a isso foi um tanto bem sucedida e espero estar progredindo. Vou escrever minhas próprias ‘decepções com o mundo e com as pessoas’ – já que usar a sua própria inteligência e deixar a de terceiros um pouco de lado também é bem recompensador. Vou pegar o dinheiro que restou na conta e comprar uns discos antigos, ficar mais tempo com a minha mãe comendo chocolate caseiro, e umas tintas... andei lembrando como é bom pintar tela em óleo com aquele cheiro de terebentina que a gente sentia nas aulas de artes. E por fim, ao final da noite, vou abdicar da vodka – sem esforço algum – e tomar um conhaque que achei do lado dos vinhos de semana santa e gastar os últimos reais de crédito num interurbano que, com certeza, vai ser pro próximo cara que vai fuder com minha vida – afinal, todos precisamos tomar vergonha na cara e ver se aprendemos alguma coisa com tudo isso, não?
Beatriz Marques
domingo, 26 de abril de 2009
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