Contemplar. Era a palavra que há muito eu procurava para tentar descrever o meu estado de transe, minha babaquice espontânea, meus relances que se confrontavam no meu “eu” interior. Ah, não existiam consciente, subconsciente, razão ou coisas lógicas e práticas assim... Era só sentindo. Até um pouco animalesco, confesso, mas com um ar angelical, com inocência do mesmo. Minha retina seguia em rápidos movimentos: pés, pernas, pêlos, brincos, cigarros, sorrisos, cabelos. Iam e voltavam numa velocidade, que se não, minha mente não acreditava no que estava ali. Precisava ver muito para crer. Embalados em meio de dedilhados, e hoje, nostálgicos flashes de um feliz tempo, meus pensamentos se perdem no meu desejo idiota de regredir, e permanecer num dia, que julgo merecer eternidade. Lembro bem da música, dos corpos em perfeita harmonia e cheiro... E desculpe, nesse êxtase de emoções, continuei a contemplar.
Beatriz Marques
domingo, 31 de agosto de 2008
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