quinta-feira, 13 de novembro de 2008

antes que seja tarde;

Não achava necessário te fazer surpresas. Nos surpreendíamos por nós mesmos, sem ao menos perceber. Conversas no meio da rua, no meio da chuva, árvores com nomes em troncos, músicas e anéis, beijos quase só um leve sentido de lábios, abraços... E que abraços. Faziam-me ir à perdida Atlântica ou ilhas gregas num tão simples gesto. Que coisa mais retro, você deve estar se perguntando, e careta também. Bem se careta ou retro for sinônimo de amor, eu não temo a vergonha de ser, porque era. Em quase câmera lenta, lembro de ter virado o rosto e joguei o cabelo para trás - cheio de tranças que havias feito – e meus olhos penetraram nos teus que detectavam cada movimento. E de repente a gente parou naquele instante que parecia ser só nosso, calmo e límpido e para então, ser quebrado pelo seu repentino e estrondecedor: nossa, eu te amo!

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